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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Crescimento dos evangélicos pode mudar o Brasil, publica Época


A edição de aniversário da Revista Época, publicada em 25 de maio, apresenta uma série de matérias com previsões para o Brasil em 2020. O crescimento evangélico é abordado em uma das matérias. Baseado em dados estatísticos do SEPAL, estima-se que 50% da população brasileira poderá ser evangélica. Para a revista, a influência evangélica em 2020 contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos, já que a família é prioridade para os evangélicos.
Confira matéria abaixo:
Metade do Brasil será evangélica?
O Serviço de Evangelização para a América Latina, organização protestante de estudos teológicos conhecida pela sigla Sepal, fez, recentemente, uma estimativa surpreendente: de que a metade dos brasileiros será evangélica em 2020. A projeção baseia-se na premissa de que a taxa de crescimento dessa religião na próxima década continue a mesma dos últimos 40 anos. Em 1960, os evangélicos eram apenas 4% da população. Hoje, na falta de estatísticas recentes, estima-se que sejam quase 24%. Agora os estudiosos do Sepal preveem que em 12 anos essa proporção poderá dobrar. Seria um salto enorme.
A partir do crescimento numérico, outro fenômeno parece se delinear no horizonte: o aumento da influência desses fiéis em todas as esferas da vida brasileira. Para teólogos e antropólogos ouvidos por ÉPOCA, os evangélicos não vão apenas mudar a sociedade brasileira. Eles mudarão com ela. A antropóloga Christina Vital, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), diz que a igreja evangélica caminha para uma flexibilização. “Enquanto a Igreja Católica vai dizendo ‘não pode camisinha’, a igreja evangélica vai se adaptando à sociedade. Essa flexibilidade é justamente o fator de crescimento deles”, afirma. Os evangélicos adotaram regras menos rígidas e passaram a buscar a religião não só como forma de subir aos céus, mas também de alcançar a prosperidade. “O movimento adapta-se aos costumes, o que deverá continuar nos próximos anos. Hoje já temos igrejas evangélicas que aceitam gays”, diz Christina.
A transformação evangélica inclui o aparecimento de um fiel diferente do crente com a Bíblia embaixo do braço. “Já começam a surgir os evangélicos não praticantes. Isso acontece com toda religião que cresce muito”, diz o antropólogo Ari Pedro Oro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especializado em religião. Esses não praticantes podem fazer diminuir a média de R$ 32 mensais pagos de dízimo às igrejas evangélicas, o que fará com que o poderio financeiro do grupo não cresça mais em ritmo frenético.
Uma população maior de evangélicos não significa, ainda, que nos próximos dez anos eles elegerão um presidente da República, pretensão frequentemente atribuída ao grupo. Apesar de o líder da Igreja Universal, bispo Macedo, ter escrito em seu livro Plano de poder que “a potencialidade numérica dos evangélicos pode decidir qualquer pleito eletivo”, hoje isso não acontece. Embora sejam 23,8% da população, os evangélicos têm apenas 7,2% da Câmara Federal. Dos 81 senadores, dois apenas são da Frente Evangélica.
Para Oro, o Brasil de 2020 não será uma espécie de Estados Unidos atual, onde a moral conservadora é parte essencial da crença e do culto. “A religião foi abrasileirada. Não tem um foco tão grande no moralismo”, afirma. Os estudiosos do protestantismo dão como certo que o aumento da população evangélica levará à diminuição no consumo de álcool (todas as denominações protestantes pregam contra ele) e preveem que a escolaridade aumente, já que crianças protestantes são incentivadas a ler a Bíblia. A violência, porém, deverá prosseguir. Nas favelas do Rio de Janeiro, pastores e traficantes convivem lado a lado. Os delinquentes respeitam os líderes evangélicos e atendem apelos eventuais. Mas o tráfico continua. E mata.
O que vai mudar na sociedade brasileira se houver mais evangélicos
EDUCAÇÃO
Para ter acesso à Bíblia, a escolaridade será mais valorizada
FAMÍLIA
Como a família é prioridade, o número de lares desfeitos poderá diminuir
ÁLCOOL E DROGAS
Evangélicos não bebem nem se drogam. O consumo cairá
VIOLÊNCIA
É incerto se um Brasil mais evangélico será menos violento

Quantas Igrejas Evangélicas existem no Brasil?

Esta é uma pergunta de difícil resposta. Como ter um número exato num país tão grande e com tanta diversidade?


Podemos fazer uma estimativa a partir de dados fornecidos pelo IBGE e de números encontrados em algumas pesquisas realizadas nos últimos anos.

Quantidade de evangélicos no Brasil


Em 2000, o Censo Demográfico do IBGE contou 26.184.942 evangélicos no país e uma TCA (taxa de crescimento anual) de 7,43%. Isso significa que de 1991 a 2000 a cada ano houve um aumento de 7,43%.

Com esses números podemos fazer projeções para atualizar essas informações anualmente. Notem que esses números são "projeções" que poderão ou não ser confirmadas no próximo censo. Serão confirmadas se o crescimento anual de evangélicos permanecer estável, ou sofrerão alteração para baixo ou para cima de acordo com a diminuição ou aumento da TCA de evangélicos no país durante esta década.

Sendo assim, podemos dizer que, em 2004, os evangélicos seriam 34.872.210, ou seja 20,3% da população brasileira.

 a parte em vermelho corresponde à projeção do número de evangélicos no Brasil

Média de freqüência nas igrejas

Em 2002, fizemos pesquisas em várias cidades do país de tipos diferentes, tanto grandes cidades, como cidades do interior e vilarejos. Essas pesquisas indicaram que 6,5% da população brasileira que se dizia evangélica frequentavam a igreja num domingo típico, o que correspondia a 70 pessoas por igreja.

Existem igrejas com freqüência muito maior, mas também existem igrejas com freqüência muito menor do que essa, portanto,  70 pessoas seria a média estimada de pessoas presentes num culto aos domingos.

Média de evangélicos por igreja


Nesse mesmo ano, 2002, a porcentagem de evangélicos no Brasil era 17,22% o que nos leva a concluir que:
  • 70 pessoas corresponde a 6,5% de evangélicos que freqüentam os cultos aos domingos
  • se 70 corresponde a 6,5%, quantos correspondem a 17,22% da população que seria evangélica no país?
  • dividimos 17,22 por 6,5 e multiplicamos por 70, chegamos ao número de 185,44

Podemos usar a média de 185 evangélicos por igreja para estimar o número de igrejas no Brasil até reavaliar o tamanho médio das igrejas e frequência.

Á medida que a igreja cresce, a razão membresia/freqüência tende a cair.

Número de igrejas

Dividindo o número de evangélicos em 2004 (34.872.210) pela média de evangélicos por igreja (185), concluímos que em 2004 teríamos aproximadamente 188.498 igrejas evangélicas no Brasil.

Número estimado de igrejas plantadas a partir de 2000

Com esses números, podemos fazer cálculos para nos fornecer uma estimativa do crescimento numérico das Igrejas Evangélicas no Brasil. Veja a tabela abaixo:
ano
Evangélicos
Igrejas
Igr. Plantadas
2000
26.184.94
141.540
***
2001
28.129.278
152.050
10.510
2002
30.217.988
163.340
11.290
2003
32.461.793
175.469
12.129
2004
34.872.210
188.498
13.029

CONCLUSÃO

Louvamos a Deus pela obra que tem feito em nosso país!
A Sepal preparou o Registro Nacional de Igrejas Evangélicas que pode auxiliar grandemente a Igreja no Brasil, pois através desse Registro os visitantes poderão encontrar a Igreja que estão procurando e a contagem das Igrejas poderá caminhar mais para demonstrar a realidade. 

Classificação de Países por Perseguição

Os países em que há mais perseguição aos cristãos

1 Coreia do Norte 90,5 0
2 Arábia Saudita 67 0
3 Irã 67 0
4 Afeganistão 63 0
5 Somália 60,5 2
6 Maldivas 60 0
7 Iêmen 57,5 5
8 Laos 55 0
9 Eritreia 55 7,5
10 Uzbequistão 54,5 0
11 Butão 53,5 0
12 China 52 0
13 Paquistão 51 0
14 Turcomenistão 50 0
15 Comores 50 0
16 Iraque 49 0
17 Catar 48 0
18 Mauritânia 48 0
19 Argélia 46,5 0
20 Chechênia 46 1,5
21 Egito 45,5 0
22 Índia 45 0
23 Vietnã 42,5 0
24 Mianmar 41,5 0
25 Líbia 41 0
26 Nigéria (Norte) 41 0
27 Azerbaijão 39,5 0
28 Omã 39,5 6
29 Brunei 38,5 1,5
30 Sudão (Norte) 36,5 0
31 Zanzibar 36 0
32 Kuweit 36 0
33 Cuba 35,5 0
34 Tadjiquistão 35 0
35 Emirados Árabes Unidos 35 6
36 Sri Lanka 34,5 0
37 Jordânia 34,5 0
38 Djibuti 34 0
39 Turquia 33 0
40 Marrocos 32,5 1,5
41 Indonésia 30,5 0
42 Palestina 29,5 1,5
43 Bangladesh 29 0
44 Belarus 28 5
45 Etiópia 28 5
46 Síria 28 0
47 Tunísia 26,5 0
48 Barein 26 1,5
49 Quênia (Nordeste) 24,5 0
50 Cazaquistão 22 0

Na Argélia Pastor ameaçado, igreja destruída e incendiada

Sucedendo diversos incidentes, uma igreja protestante em Tizi Ouzou enfrentou um severo ataque na madrugada de 10 de janeiro. O templo foi invadido, o interior foi destruído e incendiado.

Contatos locais da Portas Abertas Internacional relataram um aumento na violência contra os membros da igreja Tafath (“luz” no idioma Tamazight) em Tizi Ouzou, cerca de 100 km a leste da capital da Argélia.

Devido ao crescimento da congregação para mais de 300 membros, eles tiveram que se mudar para uma propriedade particular em Bekkar, um distrito de Tizi Ouzuo, em novembro de 2009.

Os cristãos enfrentaram muita oposição quando iam para os cultos. E, apesar de Tafath ser ligada à “Eglise Protestant Algerie” (EPA), a polícia ordenou que a igreja fosse fechada logo após a primeira reunião. O pastor Kirèche se recusou a obedecer a ordem.

No dia 26 de dezembro, cerca de 20 muçulmanos formaram uma “barreira humana” em frente ao templo, tentando evitar que os cristãos entrassem para cultuar.

De acordo com o jornal El Watan, da Argélia, muitos gritavam “esse país pertence ao islã, vão orar em outro lugar!”. Um cristão conta que os fanáticos ameaçaram os cristãos para que parassem de se reunir naquele local, senão o pastor e sua família seriam mortos. Não houve nenhuma violência física e a polícia interferiu e tentou acalmar os agressores.

L’Expression, outro jornal, relata que as pessoas da vizinhança disseram que “algumas vezes eles colocam a música muito alto, e não podemos tolerar isso”. Em uma entrevista pelo telefone com o pastor Kirèche, ele rebate a acusação dizendo: “Sim, nós utilizamos a música durante nossos cultos, mas se pedirem para pararmos, nós o faremos. Não temos problemas com isso. Não queremos briga”.

A liderança da igreja, sem medo, voltou para o templo no dia 27 de dezembro, e descobriu que os manifestantes ainda estavam parados no local. Então, eles puderam compartilhar o evangelho e entregar exemplares do Novo Testamento.

Um dia depois, em 28 de dezembro, o templo foi invadido.

Durante o culto do primeiro sábado de 2010, um grupo de muçulmanos entrou na igreja, ameaçou os visitantes e agrediu o pastor. A reunião foi encerrada e, desde então, os cristãos não podem entrar no prédio.

No sábado, 9 de janeiro, a situação se repetiu.

Os cristãos argelinos pediram para que seus irmãos em todo o mundo orem por esta situação. Ore por proteção e para que as autoridades interrompam essa violência. Ore também por sabedoria para a liderança.

Mais de 100 jovens cristãos são presos no Egito na última semana

Mais de 100 adolescentes cristãos coptas foram presos pelas forças de segurança no Egito, no que a comunidade cristã considera uma pressão do governo para subestimar os recentes tiroteios que se tornaram manchetes internacionais.

Desde a semana passada, integrantes da Segurança de Estado do Egito foram até as casas de famílias cristãs e prenderam jovens coptas. De acordo com fontes locais, o número de jovens que receberam um mandado de prisão ultrapassou 100 pessoas.

Um professor de Nag Hammadi, Anwar Samuel, disse que os oficiais da Segurança foram até a casa dele por volta das 4h em busca de seu sobrinho Mohareb, que estava no Kuweit.

Depois de descobrir que Mohareb não estava lá, eles “prenderam meus outros sobrinhos, Fadi, Tanios e Wael Milad Samuel, ainda de pijamas”.

De acordo com Anwar, seus sobrinhos receberam choques elétricos.

As autoridades enganaram os adolescentes cristãos dizendo que o bispo Kirollos, de Nag Hammadi, queria que eles fossem para outro lugar, por segurança.

A comunidade copta disse que a Segurança do Estado utilizou diversas táticas, incluindo prisões, para forçar os cristãos a se “reconciliar” com os criminosos. O processo de “reconciliação” não passa de uma maneira de forçar as vítimas a deixar de lado seus direitos de registrar queixas na polícia.

Devido à atenção internacional dada ao tiroteio em Nag Hammadi, que matou seis pessoas, o governo tem pressionado muito a igreja e os coptas para que aceitem a “reconciliação”.